Foi durante uma aula vaga que um aluno foi agredido pelo professor dentro de uma escola pública, na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo. Era aula vaga e o garoto estava na quadra de esporte, ouvindo funk pelo celular, quando o professor mandou que ele desligasse a música.
“Ele pediu para eu desligar e eu falei ‘por quê? Eu posso escutar música, estou aqui fora’. Aí ele falou: ‘porque eu não gosto de funk’”, relata o aluno.
Como ele só abaixou o volume, o professor nervoso partiu para cima dele. Com um soco no olho e marcas no pescoço, o menino conta com foi a agressão: "Ele segurou meu pescoço, começou a me enforcar. Eu consegui tirar a mão dele e o empurrei. Nisso, ele me deu um soco e caí no chão”.
O caso foi parar na polícia e o professor foi indiciado por agressão. Mas ele não ficou preso, pagou fiança de um salário mínino e foi liberado. Ainda na delegacia, tentou justificar a agressão: "Eu imobilizei o braço dele para pegar o celular e levar para a coordenadora. Quando soltei, ele me deu um soco no rosto e aí eu acertei ele também”.
A explicação não convenceu o delegado Marcelo Nolasco: "Ele agrediu a criança. É um homem de mais de 100kg, adulto, lutador de jiu-jitsu que atinge um garoto magro de 13 anos”.
A psicóloga Bárbara Oliveira, que trabalha com crianças, também afirma que agressão é injustificável. "Quando chega à agressão física é a demonstração da falta de limite do ser humano. Falta de limite em se controlar e em respeitar o outro”, afirma.
Segundo o delegado, o professor trabalha num projeto social na escola, mas é remunerado para isso. A prefeitura da cidade de Cariacica informou que vai afastar o professor. Para a mãe do menino agredido, isso ainda é pouco: "Eu nunca esperava isso, a gente manda o filho para a escola para ser educado. Tem que ser feita justiça, porque ele não pode agredir meu filho dessa forma”.
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