Em Pedro Juan Cabalero, golpistas paraguaios vendem as notas de real em meio a bancas de camelôs e lojas de produtos eletrônicos. A equipe de reportagem é levada até um bar para negociar as notas falsas de cinquenta reais e dão o preço:
- Como é que vocês fazem?
- Três por um.
- Três por um?
- Assim, eu te dou...
- Dá cinquenta. Ele te dá cento e cinquenta.
- Três por um.
- Três por um?
- Assim, eu te dou...
- Dá cinquenta. Ele te dá cento e cinquenta.
Eles dizem que é grande a procura pelo dinheiro falso brasileiro e oferecem até desconto se a compra for maior.
- Se for uma quantidade boa dá pra fazer um preço melhor.
- Até quanto tu tens?
- Toda a quantidade. Ontem eu vendi 100 mil reais.
- Até quanto tu tens?
- Toda a quantidade. Ontem eu vendi 100 mil reais.
Segundo o Banco Central, de janeiro a março deste ano foram identificadas mais de 53 mil notas falsas de real. A maioria de 50 reais, 22.485 ao todo. Em segundo lugar estão as de 100 reais, são 14.589 com este valor. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os estados onde houve mais registros de notas falsas.
Numa avenida, que separa a cidade paraguaia de Pedro Juan Cabalero de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, . Fabiano, dono de uma farmácia no centro da cidade treinou os funcionários para reconhecer as notas falsas e até colocou algumas no caixa para evitar mais prejuízos.
“Como conferimos com frequência, a pessoa fica inibida e acaba não passando mais”, diz Fabiano Jarenil dos Santos, comerciante.
A Polícia Rodoviária Federal diz que o dinheiro falso que entra no país pela fronteira com o Paraguai é distribuído no interior do estado de Mato Grosso do Sul e também em Minas Gerais, Goiás e São Paulo.
“A nossa fronteira aqui é seca, muito extensa, então facilita a entrada, não somente de notas falsas, como de contrabandos e drogas”, declara Pedro Libório, Inspetor da Polícia Rodoviária Federal.
O presidente da Associação Comercial diz que há um derrame de notas falsas na região. “É muito fácil de comprar, mas não sabemos se elas são fabricadas no Paraguai ou em outros países vizinhos”, diz Evaldo Pavão, presidente da Associação Comercial Ponta Porã – MS.
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